quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Esperança

Clara on

Luan tinha pedido pra eu fazer o leite pra garotinha, então, fiz com muito carinho, logo, subi pra entregar,  ele falava com a pequena no outro quarto, não prestei atenção, e abri a porta pra entregar.

Foi uma burrice enorme, o quarto era lindo, lilás, decorado com pelúcias e bonecas de pano, na mesa, um porta retrato do Luan, uma mulher numa cama de hospital.

Não consegui prestar atenção em nada, ele berrou, me mandou para o quarto e eu sabia, eu sairía machucada, ou até pior.

Fingi dormir, talvez, ele acredite e sua raiva passe até amanhã, mas não não funcionou,  ele percebeu.

-Não finge que não tá acordada, é pior, falou e tirou o cinto do guarda roupa.
Gelei, eu já estava muito ferida, meu corpo doía, eu não ia aguentar outra surra.

-Não, de novo não, por favor Luan, foi sem querer,  pedi soluçando.

-cala essa merda de boca e fica pelada.

-Não
Neguei com medo, Deus, me ajuda

-AGORA CLARA, A CRIANÇA TÁ DORMINDO, NÃO ME FAZ GRITAR CARALHO.

- Eu não vou aguentar, por  favor Luan.

-Não quero mais saber

Logo, senti minha roupa ser rasgada, e o cinto cortar minha pele, ele tinha uma força descomunal,  e o sangue escorria das feridas novamente abertas.

Eu não tinha sequer força pra gritar, doia demais, era dor por cima de dor, e eu estava fraca .

Agradeci aos céus quando  ele largou o cinto, eu sangrava e chorava, pensei que o meu sofrimento tinha acabado, mas, ele então tirou a roupa.

Fechei os olhos com força, e não abri até ele se cansar e sair de dentro de mim, ele fez de tudo, com força, brutalidade, me machucando, mas, eu não abri os olhos, não era essa a imagem que eu queria guardar dele, eu ainda quero lhe ver como um homem bom.

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