terça-feira, 29 de novembro de 2016

Foi ela que escolheu isso

Luan on

Clara me abraçou apertado, e chorava, mas dessa vez, era de alegria, eu só não entendia bem o motivo.

-shiiiiu, me conta, por que está me agradecendo? E por que está chorando?

-Eu estou diferente, falou com os olhos brilhando,  nunca fiquei assim tão, tão...

-linda, é essa a palavra, você está linda.

-obrigada, pelas roupas, pelo vestido, pelo brinco...

-Eu achei que você fosse fazer uma cena no estúdio, que me daria trabalho pra colocar esses brincos, mas, você ficou tão tranquila...

-Eu não sou criança, e não sou boba a ponto de bater de frente com você.

-Eu te desperto muito medo?

- você sabe que sim, mas, eu não vou te contrariar...

-tudo bem, vamos jantar...

-Não estou com fome

-vai comer, querendo ou não,  isso, não será mais discutido, você vai se alimentar muito bem, a última coisa que quero no mundo, é perder outra pessoa por conta de anemia, falei com os olhos cheios d'água.

-foi disso que ela morreu?  Sua noiva?

-ela preferiu isso.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Agradecida

Clara on

Sai do banheiro com o vestido no corpo, e, antes mesmo de eu me olhar, Luan me encarou sorrindo.


-você está linda, agora sim, está adequada pra sair nas fotos como minha namorada,  você realmente ficou maravilhosa .

Me espantei, há anos eu não era elogiada e nem me sentia bonita, mas, devia ser apenas gentileza dele, afinal, nunca fui bela.

Ele sorria, e eu mais uma vez me perguntei se ele estava sendo sincero ou irônico.

Me encarei de frente ao espelho,  e as lágrimas rolaram, meu Deus, era eu mesma?
Eu mal me reconheci, estava tão diferente, podia até dizer, bonita, e, com toda certeza, me emocionei vendo minha figura ali, apesar de tudo, eu fiquei feliz, feliz em me ver no espelho pela primeira vez em anos.

-Que foi? Tá chorando clarinha?

  • -Obrigada,  muito obrigada, foi a única coisa que consegui dizer antes de abraça-lo forte em meio ao choro.

domingo, 27 de novembro de 2016

Trabalho bem feito

Luan on

Decidi ser um pouco legal com Clara, afinal, em termos, ela era minha namorada, e a levei para o shopping pra comprar algumas coisas.

Ajudei ela a procurar, mas, por ter só 16 anos e ser bem baixinha, era difícil achar roupa adulta pra ela.

-Clara, experimenta essa blusa com essa calça, vai ficar legal, falei entregando a ela a peça.

Ela foi ao provador, e voltou com a roupa no corpo.

-uau, que linda meu amor, dá uma voltinha pra eu ver, brinquei quando vi que tinha gente olhando,  tínhamos que parecer um casal perfeito.

Ela ficou vermelha, mas fez o que eu disse.

-eu disse, ficou ótimo, separa essa e vamos escolher mais.

Fiquei a ajudando a escolher,  na verdade, eu escolhi tudo, pois ela não me pedia nada.
Logo, passamos em frente a uma vitrine, e vi ela com os olhos brilhando encarando um vestido rodado de renda.

-gostou desse não é?

-  sim, muito, mas,  é muito caro...

-Não importa, vamos levar,  vai lá experimentar princesa.

-Eu não posso experimentar vestido aqui, ela falou baixinho, minhas pernas estão marcadas, alguem pode ver...

-ok, pegue ele, tenho certeza que vai ficar lindo, falei sincero, o vestido era a cara dela, bem menininha.

-Obrigada

Saímos dali e a levei pra uma joalheria.

-escolhe, um brinco, uma pulseira e um colar, o que quiser.

-Não precisa, de verdade .

-escolhe Clara,  falei firme pra ela.

-Eu não uso brincos, não tenho furo, falou baixinho só pra eu ouvir .

-então, escolhe um pequeno, vou te levar pra furar, quero te ver linda.

Meu dia se resumiu a ela, e, confesso, foi divertido, levei ela pra lanchar, pra colocar os brincos num studio, e até no salão eu a levei, e, agora,  em casa, quando ela colocou o vestido no corpo, eu sorri, tinha feito um bom trabalho.

-você está linda, agora sim, está adequada pra sair nas fotos como minha namorada,  você realmente ficou maravilhosa .

sábado, 26 de novembro de 2016

Compras

Luan on


Clara tinha o dom de me tirar do sério, de falar o que não devia, nem sei por que fui contar pra ela, mas agora não tinha jeito.

-saia daqui, não quero mais falar disso.

-tudo bem...
Ela falou e foi pra cozinha lavar a louça.

Fui pro andar de cima e entrei no quarto que tanto me atormentava, tranquei a porta, olhei tudo, e novamente caí no choro, era uma tortura vir até aqui, mas era inevitável.

Olhei para o porta retratos ao lado da cama, e tinha nossa única foto de família, nós três, eu, Nick e Iza, na sala de cirurgia onde minha pequena veio ao mundo.p

Na cômoda, o último desenho feito por ela, eu, de super herói , ela de bailarina, e sua mãe,  com asas de anjo.

-filha, eu sinto tanto a sua falta meu amor...

Fiquei ali por um tempo, até ouvir Clara subindo as escadas, então, tranquei a porta, sequei as lágrimas e fui até ela.

-venha, vamos fazer as malas pra viajar, separe suas melhores roupas,  pedi e ela assentiu.

No quarto, vi quando ela separava as peças e me assustei um pouco.

-que roupas são essas, não dá pra você viajar assim...
Falei vendo o que ela guardava, era tudo tão velho, tão infantil que não dava pra entender.

-São minhas roupas, é tudo o que eu tenho, não tem nada tão chique...

-então vamos dar um jeito, se veste princesa, nós vamos sair pra comprar algumas coisas pra você.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Você precisa se libertar

Clara on

Eu realmente fiquei surpresa em saber que ele ja foi noivo, não imaginava aquilo.

-vocês terminaram? Perguntei curiosa.

-não, eu nunca terminaria com a Iza, eu a amava demais.

-então?

-ela foi morar com Deus...

-o que houve com ela? Você a matou?

-Não seja louca, eu não faria isso nunca sua idiota, eu a amava, nunca toquei nela de forma ruim, e, não te interessa o que houve com ela, ninguém além dos meus pais e da Bruna sabem disso, então, não ouse tocar nesse assunto, nunca fale dela com ninguém está me ouvindo?

- Sim,  respondi com medo de apanhar de novo.

- Ótimo, agora termina de comer e lave as louças, a tarde precisamos fazer nossas malas, essa viagem vai ser a primeira sua, vou te apresentar a todos, e você sabe o que fazer não é?

-sim, eu vou fingir como você mandou.

-ótimo clarinha, ótimo...

-Não gosto que me chame de clarinha, você não gosta de mim, não tem por que me chamar assim...

-Não me questione garota, eu te chamo do que eu  quiser.

-me desculpa, pode me dar o apelido que quiser 

-sabe Clara, você é uma pessoa muito especial, eu te machuco, te humilho, e você aceita a tudo, é gentil, me ajuda...

-cada um tem um fardo, eu aceitei o meu.

-pois eu, jamais aceitarei.

-por isso, não vai conseguir ser feliz, você precisa se libertar.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Confissão

Clara on

Eu tinha medo, mas não podia fazer nada, precisava concordar com tudo, e foi isso que fiz, eu não posso discordar, não posso desobedecer, eu não queria que esse inferno piorasse.

-tudo bem, farei tudo o que quiser, mas, não me peça confiança, você só desperta medo.

-as coisas vão mudar, você vai ver...



Luan on

Tive que ajudar a Clara a descer, pois ela mal parava em pé e reclamava de dores, senti um pouquinho de dó, mas ela tinha merecido a surra.
Ela preparou o café, e eu a mandei sentar comigo pra comer.

-você não está comendo quase nada...

-Não estou com fome.

-você precisa de exames, vai ficar doente desse jeito.

-seria melhor morrer de uma vez...

-ja disse que não quero mais te ouvir falando essas bobagens...

-desculpa, é a verdade.

-Clara, você ama provocar não é? Que droga garota, você é pior do que a minha Iza...

-Quem é ela?

-A minha noiva, a mulher que eu mais amei na vida, confessei pela primeira vez em anos.

domingo, 20 de novembro de 2016

Combinado

Clara on

Em partes, Luan tinha razão, eu nunca consegui odiar ninguém, nem mesmo meu pai, aquele que me vendeu como prostituta, não consigo sentir ódio do Luan, nem de ninguem, e, talvez por isso eu sofra tanto.

-me deixe sozinha?  Pedi segurando o choro.

-Não, você agora vai descer e preparar nosso café da manhã.

-Eu mal consigo me manter de pé, esta doendo...

-você procurou por isso minha linda, agora, vamos descer e você vai fazer o que eu mandei, vai preparar um café da manhã delicioso pra nós dois e depois, vamos fazer as malas pra viajar amanhã de manhã.

-como vou viajar assim?

-daremos um jeito minha linda, mas, antes de descer, quero combinar uma coisa com você.

-o que?

-Clara, a partir de hoje, as coisas vão mudar, você vai me obedecer e vai confiar em mim sem questionar, fará o que eu mandar, e eu juro que não será tão ruim, basta me dar uma chance e confiar em mim de verdade, eu sei o que você é capaz de suportar e não vou ultrapassar esse limite a não ser que me desobedeça, e, em troca, eu cuidarei de você como você merece, como ninguém jamais cuidou.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Basta se doar um pouco

Clara on

As palavras dele, tinham um impacto doloroso sobre mim, eu me sentia um lixo, usada.

-por favor Luan, não faz isso, eu não aguento mais, dói, dói tudo, por dentro e por fora, eu não mereço ser tratada como mercadoria, eu, eu pago, eu juro, eu trabalho e pago os dois mil e quinhentos reais que você pagou por mim, mas não me machuca desse jeito.

-Eu não quero dinheiro Clara, isso eu tenho que basta, e, eu te trato muito bem, estou dando a você do bom e do melhor, você só tem que me obedecer, eu estou cuidando de você direitinho .

-você me estuprou, tirou minha virgindade, me faz sentir um lixo, me bate até eu desmaiar, e vem dizer que cuida de mim?

-princesa, entenda uma coisa, você veio morar comigo por que eu escolhi você, por que meu pai te escolheu, e só foi escolhida por ser pura, eu sei que foi ruim, mas, nenhuma primeira vez é boa, são todas dolorosa Clara, em qualquer mulher, com você não seria diferente.

-você me estuprou, és um mostro, você sente prazer enquanto eu choro de dor, isso é cruél, o que eu te fiz?

-você não me fez nada clarinha, você não tem culpa, e nem eu, assim como é ruim pra você ser estuprada, eu também não gosto de te forçar,  seria tão mais fácil se você colaborasse, tão menos traumático,  é simples minha pequena, basta me dar um pouquinho desse amor que eu sei que tem nesse coração puro, alguem como você não consegue sentir ódio, apenas amor, e eu sei disso, só quero um pouquinho dele, e vai ficar tudo bem.

sábado, 12 de novembro de 2016

Você nasceu pra ser minha

Luan on


Clara tinha o dom de me tirar do sério, levantei a mão e ia bater nela novamente, pois a raiva causada por suas palavras me consumia, mas a abaixei no momento em que ela se encolheu toda, antecedendo minha reação.

-você tem sorte de eu saber me controlar garota, você pede pra apanhar e não aguenta depois, anda, deita na cama, ainda são cinco da manhã, você me fez levantar de madrugada por que tentou fugir, e ainda vem falar merda, eu não sei onde estou com a cabeça que não te bato de novo.

-Não, por favor, não me bate, me perdoa Luan.

-ok, deita logo nessa cama e dorme, amanhã você tem mala pra fazer.

-me ajuda, por favor, meu corpo e minha perna dói demais.

-Agora vem me pedir ajuda, depois de falar merda, mas tudo bem,  falei a pegando no colo, já que estávamos no banheiro e a coloquei na cama, ela chorou assim que peguei ela, seus cortes deviam arder, bem feito, não mandei ser fujona.

Ela se deitou com dificuldades e gemia de dor a cada vez que se mexia ou que eu encostava nela, mas não disse nada, e eu logo dormi.

Pela manhã, a acordei, e assim que ela abriu os olhos, a mandei ir para o banheiro e se banhar, seu corpo tinha rastros de sangue das cintadas, e, de novo tive que cuidar daquilo, usando minha pomada enquanto ela tentava conter os gritos e caretas.

-você precisa parar de me desafiar garota, no fundo, eu gosto muito de você, mas você me tira dos limites, eu ontem, te dei uma caixa de trufas, e você nem fez questão de provar, tentou fugir e ainda acha que sou um monstro? Não, eu não sou um monstro princesa, eu sou apenas seu dono e te quero bem, e você vai ter que entender isso de um jeito ou de outro, eu só estou cuidando de você, e seu corpo, é minha recompensa, você não pode me negar essa boceta gostosa, pois, ela nasceu pra mim, assim como você nasceu pra ser minha, minha submissa.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Você é um monstro

Clara on

Meu corpo inteiro doía muito, eu mal conseguia me mexer, mas, nunca pensei que pudesse sentir tanta dor, quanto na hora que Luan me respondeu.

-Dois mil e quinhentos,  é esse o seu valor,  você foi vendida por uma merreca, ganho isso em uma hora sem esforço, dois mil e quinhentos, é só isso que você vale pro seu pai

As lagrimas vieram com força total, eu me senti um lixo, um nada, senti nojo, nojo do meu pai, nojo de mim, nojo do meu corpo
Meu estômago revirou, tentei me levantar e correr pro banheiro,  mas nem forças pra isso eu tinha.
Logo, luan percebeu o que iria acontecer e me carregou até o banheiro, onde vomitei tudo que eu tinha no estômago.

Eu já não tinha mais forças pra nada, queria morrer, eu já não aguento tanta dor, tanta humilhação.

-você é um monstro, falei me encarando, eu estava horrível, como você consegue ser tão ruim? Eu não te fiz nada, por que Luan, por que ninguém é capaz de ser bom comigo?  Tá doendo tanto, esses dois mil e quinhentos reais que você pagou por uma vida, é a prova do quanto você é monstruoso.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Dois mil e quinhentos

Luan on



Fiquei um pouco assustado com o estado em que deixei a garota e soltei o cinto na mesma hora, ela estava desmaiada, e agora, totalmente marcadas pelos golpes do cinto, muito mais que da ultima vez, pois, as cintadas da ultima vez, ainda não tinham melhorado totalmente,e, com isso, piorou a situação.

Soltei seus braços e aos poucos, fui fazendo ela acordar.



-Clara, reage, acorda, falei mexendo em seu rosto molhado e úmido de chorar, e aquilo me deu uma agonia imensa.

Aos poucos, ela foi abrindo os olhos, não se moveu, apenas me encarava e chorava mais que nunca, tremia muito,e seu corpo estava horrível, será que exagerei? A encarei preocupado, e, depois de respirar fundo, ela deu uma leve mexida e começou a gritar alto e chorando ao mesmo tempo, puta que pariu



-AAAAAAAAAAAAAAAI,
TÁ DOENDOOOO,AAAAAAAAAAAI, gritou e fiquei nervoso vendo sua agonia.

-Clara, fica calma, eu vou soltar suas pernas, para de gritar agora,  é uma órdem.
Falei calmo e fui desamarrar suas pernas, mas, assim que toquei em sua perna esquerda, ela deu um berro.

-para, tá doendo muito, por favor para, chorou alto enquanto eu analisava o que tinha acontecido.

Estava cortada pelas cintadas, e devia estar ardendo e doendo, mas não era pra tanto, peguei em sua perna com jeito e só então percebi, estava deslocada, tinha saído do lugar, provavelmente com a queda.

-merda Clara, você destroncou a perna tentando fugir sua imbecil.

-tá doendo, tudo tá doendo, dói muito, não me machuca mais,  por tudo o que mais sagrado, não aguento mais apanhar, não me bate.

-você mereceu essa surra, nunca mais fuja de mim, eu não posso te levar ao  médico pra por a perna no lugar, se alguém te ver assim eu tô ferrado, então, eu mesmo vou colocar ela no lugar com um puxão, vai ficar tudo bem.

-Não, por favor, não faz isso Luan, tá doendo, não toca, ela até se engasgava de chorar.

-Clara, fique quieta,vai doer, mas você é forte, falei, e sem dar tempo pra ela pensar, puxei sua perna com força fazendo voltar pro lugar e ouvindo um crec, seguido por berros de dor.

-pronto, acabou, não doeu tanto assim garota, isso foi bem feito, pra você saber que sou seu dono, que paguei por você e você não pode fugir.

-quanto? Sussurrou baixo em meio ao choro.
Por quanto você me comprou pra fazer isso comigo?

-Dois mil e quinhentos,  é esse o seu valor,  você foi vendida por uma merreca, ganho isso em uma hora sem esforço, dois mil e quinhentos, é só isso que você vale pro seu pai, cuspi as palavras sem ver, e, então vi sua expressão de choque.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Inconsciente

Luan on

Levantei da cama num pulo, com o coração saindo pela boca, e também uma tremenda raiva.

Olhei pela janela, com cuidado pra não me cortar com os cacos,  e vi ela caída e chorando muito.

Desci as escadas correndo e fui até ela, quando me viu, ela ainda tentou correr, o que me deu ainda mais raiva.

Puxei ela do chão, e contei até 10 pra não bater nela ali mesmo, mas, no jardim alguem podia ouvir.


-entra e sobe agora, falei tremendo de ódio.

-Eu machuquei a perna, tá doendo muito, falou chorando e nervosa.

-Eu não mandei você fugir, então cala a boca e sobe.

Ela entrou e subiu pro quarto, logo, peguei uma de minhas gravatas e entrei no quarto também,  borbulhando de ódio.

-tira a roupa e deita na cama agora, você vai pagar caro pela desobediência.

-não, por favor, não, minha perna tá doendo demais aaai...

-AGORA CLARA, TIRA ESSA PORRA DE ROUPA, EU TÔ MANDANDO.

Ela fez o que eu mandei, e se deitou nua, chorando, peguei a gravata e amarrei suas mãos, e com as outras, seus pés, deixando ela imóvel, então peguei o cinto.

-sabe Clara, eu tentei ser legal, fiz de tudo, até presente eu te dei, e você resolve fugir? Você brincou com fogo, eu te avisei milhões de vezes, mas você não ouve, você vai apanhar agora,  vai levar a surra do século pra aprender quem manda aqui.
Vi o pânico em seu rosto, mas não me importei, estava com muito ódio, então, peguei o cinto e comecei a bater, bati com força total, sem me importar com os gritos, bati muito, no corpo inteiro, até eu não ter mais forças, e quando percebi, ela estava inconsciente, caralho, o que eu fiz?

domingo, 6 de novembro de 2016

Queda

Luan on

Fiquei abraçado a ela e deixei ela chorar o quanto quisesse, ela chorou por horas, sem parar, mas eu não disse nada, apenas fiquei abraçado a ela lhe fazendo carinho, era o que ela precisava, aos poucos, ela foi se acalmando,  seus soluços diminuíram e ela relaxou o corpo sobre o meu.
Olhei no relógio e já anoitecia, minha barriga já reclamava de fome.

-esta mais calma agora? Pergunto manso, ainda abraçado a ela.

-Sim, obrigada.

-Não me agradeça, fiz o que devia, cuidar de você, agora, vou esquentar o que sobrou do almoço e vamos jantar, o Dudu, meu produtor, vira mais tarde e vou trabalhar um pouquinho, você não vai poder ficar aqui embaixo, preciso de concentração.

-tudo bem.

Jantei com ela e a mandei subir, logo, Dudu chegou e começamos a trabalhar um arranjo de musica enquanto eu e ele bebiamos um pouco.

Já era tarde quando ele foi embora, e, então subi pra me deitar.
Clara dormia abraçada ao ursinho e sua camisola tinha subido, deixando sua bunda de fora, não aguentaria evitar, eu fiquei extremamente exitado, ainda mais depois de beber.

Me ajeitei calado, coloquei a camisinha e deitei sobre ela que acordou assustada.

-me solta.

-Não, nada disso princesa, eu te quero agora, fica tranquila, não vou machucar você.

-eu não quero, não, por favor, não.

-relaxa, vou penetrar com muito cuidado princesa, não vai doer, você não é mais virgem, não vai sentir dor, basta relaxar.

-Não, eu não quero, não faz isso Luan, chorava enquanto eu massageava sua intimidade.

-relaxa clarinha, apenas relaxa, falei e lhe penetrei um dedo pra ela se acostumar e ir se acalmando.
Senti-a endurecer com a surpresa, mas afaguei rapidamente seu corpo com a mão livre: “Você tem que relaxar… Senão vai doer mais.”

Não ia adiantar muito eu ficar pedindo para ela relaxar, se ela não me ouvia, então,  a segurei com firmeza e a penetrei calmamente meu membro que estava enorme de excitação.
Ela gritou, chorou, mas, era nervosismo, não podia estar doendo assim.

Ela fechou os olhos, respirando fundo. Eu dei um tempo para seu corpo acostumar comigo ali e então comecei a me mover devagar. Clara  apertava minhas mãos que estavam apoiadas no colchão e gemia mordendo os lábios. Eu sentia sua passagem me comprimindo, suas pernas duras de tensão ao redor do meu corpo. Passei a mão nos seus cabelos e trouxe seu rosto para perto do meu, beijei sua boca com carinho e puxei sua cintura, fazendo movimentos contínuos e lentos. Ela começava a ofegar e relaxar e eu sabia que a dor já estava sumindo, dando lugar ao tesão. Aumentei um pouco mais o ritmo, e ela já sussurrava meu nome, pedindo que eu parasse, mas seu corpo me queria ali, apesar da dor, apesar de tudo, ela relaxou, mexendo seu corpo junto com o meu.

Por fim, gozei depois de um tempo, e cai na cama exausto, ela não gozou e nem deu sinal de prazer, mas, não me importei, dormi até ser acordado na madrugada com o vidro da janela do meu quarto se quebrando, e o berro de Clara que pulou a janela caindo no jardim, chorando, gritando de dor e segurando a perna.

sábado, 5 de novembro de 2016

Eu sempre estarei aqui...

Luan on


Não sei o que estava acontecendo comigo, mas fiquei mal vendo ela falar daquele jeito, senti pena, mas, evitei demonstrar.

-Clara, por favor, pare de chorar, falei indo até ela .

-Eu não consigo, não dá mais.

-Não quero mais te ouvir falando essas bobagens e nem chorando atoa, eu ainda não te bati pra você estar assim.

-me desculpa, pediu amedrontada e me arrependi de ter falado aquilo.

-Não precisa se desculpar por isso, está tudo bem, e eu não estou brigando com você, agora vem assistir comigo, é uma boa série.

Como eu mandei, ela se ajeitou no sofá e não disse mais nada, mas eu percebi que ela não ouvia nada do que se passava.

Tentei de tudo pra me concentrar no que acontecia na serie, mas, toda hoje, me pegava olhando pra Clara que tinha o semblante triste e amedrontado.

Voltei a atenção na série que era exelente embora um pouco complexa e por isso exigia atenção aos detalhes, mas, isso agora era impossível, eu não ia conseguir assistir nada vendo ela tão mal.

Respirei fundo, contei até 10 pra não perder a paciência com ela e enfim, desliguei a tv extremamente irritado.

-Clara, chamei e ela abaixou a cabeça.

-Clara,  não queira me testar, estou falando com você, então trate de olhar nos meus olhos agora, falei firme e ela me encarou arregalada.

-pode falar

-vem aqui, falei abrindo os braços pra recebe-la e ela se aproximou até eu a puxar pra meus braços.

Abracei ela com força, e sentia meu peito úmido com suas lágrimas, mas, ela as continha e fingia de forte. 

-tudo bem, vai ficar tudo bem, eu comprei você e por isso, vou cuidar de você, estou sendo paciente, e, acredite, eu não sou assim com ninguém, estou fazendo o possível e o impossível pra não ser um monstro e te ferir, mas as vezes você testa meus limites, Clara, você precisa ter paciência comigo assim como eu estou tendo com você, eu sei que está doendo, sei que dói não ter amor, ser um objeto, mas, você é forte o bastante.
Nossa relação não vai mudar, eu continuo sendo seu dono e você continua sendo minha e fará o que eu mando, mas, sempre que precisar, eu estarei aqui,  pode chorar agora, eu sei que precisa disso.
Bastou eu me calar, pra que ela começasse a se dissolver em lagrimas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Eu não nasci pra ser feliz

Luan on

Tirei dela as cobertas, afinal de contas, ela ainda estava com febre, e resolvi acorda-la pra descer e tomar um remédio pra dor e pra baixar a temperatura.

-Ei, psiu, acorda Clara, mexi com ela que começou a acordar.
Clara, clarinha, levanta agora, vem, falei a puxando e ela se sentou.

-Eu quero dormir, minha cabeça esta doendo...

-nós vamos descer e eu vou te dar um remédio pra dor, já mandei incluir você no meu plano de saúde, na semana que vem vou mandar pedir pra você alguns exames, agora, vamos descer e assistir minha série, vou fazer pipoca pra nós dois e você vai comer, sem discutir, e se até mais tarde você não estiver melhor, vamos ao médico ok?

-tudo bem.

Desci com ela e depois de tomar o remédio, ficamos na sala assistindo tv, eu tentei puxar assunto, mas ela quase não falava nada, sempre com a expressão triste e lágrimas nos olhos.

-por que não me diz o motivo dessa tristeza?

-Eu estou bem.

-Não, você não está, falei e ela abaixou a cabeça.

-Eu não nasci pra ser feliz,  eu nasci pra sofrer, e isso eu tenho que aceitar...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Cuidando do que é meu

Luan on

Levantei da mesa assustado e fui até ela, qie agora chorava de cabeça baixa.
Toquei em seu rosto a fazendo me olhar, sim, eu estava bravo, mas tentaria ver o lado dela.

-tá chorando por que dessa vez?

-Não estou bem, desculpa não vai descer nada.

- você precisa comer

- Luan eu preciso de um remédio, minha cabeça está doendo, eu não estou com fome, por favor não me faça comer obrigada, eu tomei café não estou com pingo de apetite e minha cabeça está doendo.

- meu Deus você tá queimando em febre, vem vamos subir, eu vou te dar um banho frio, o que tá acontecendo com você?

Subi com ela e a coloquei na banheira com água fria, ela estava ardendo em febre e isso era estranho.
Deixei ela se banhando e voltei para cozinha onde tirei a mesa, coloquei as coisas a pia e as lavei, não deixaria ela fazer nada hoje, ela já tinha feito demais.
Logo subi de novo e ela já estava deitada embaixo das cobertas, agarrada ao ursinho  de pelúcia que eu tinha lhe dado de presente e dormia serena como uma criança.
Parecia uma criança pequena, totalmente Inocente, nem parecia a garota que tava passando por tudo isso, que tinha sido vendida e abusada sexualmente, logo prometi a mim mesmo, eu não deixaria ela ficar doente, independente do que fosse, agora era minha obrigação cuidar dela mas Além disso cuidar dela me fazia bem.