quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Rebelde

Luan on

Clara desceu pra fazer o almoço, eu estava faminto, e, logo ela me chamou pra comer.

- Luan, o almoço está pronto, ja servi seu prato, vamos?

Desci com ela, com a barriga roncando, mas, fiquei puto de raiva quando vi que ela fez carne moída, eu odiava aquilo.

- MAS QUE PORRA É ESSA QUE VOCÊ FEZ?

-Eu fiz macarrão com molho de carne moída, tá gostoso, experimenta.

-você fez de propósito

-o, o que eu fiz?

-CARNE MOÍDA, EU ODEIO CARNE MOÍDA PORRA.

Gritei, e, no susto, ela deixou o prato cair, com toda a comida quente em cima dela, e o quebrando em caquinhos.

-ai, meu Deus, desculpa, por favor, me perdoa,  eu vou limpar isso, eu juro, eu aaaaaaaai, gritou e vi sua mão sangrar, ela havia se cortado com o caco.

- Clara, fica calma, você se cortou, me deixa ver.

-Não, não precisa...

-Precisa sim, está sangrando, me dê sua mão.


Clara on

Droga, eu tinha feito besteira e sabia que seria punida, o medo tomava conta de mim


-Vamos, vou tirar esse pedaço de vidro para fora, limpar o ferimento e envolvê-lo, você não pode ficar com ele.
Pode infeccionar.

-"Ok," respondi, com medo de dizer não a ele. Ele estava obviamente com intenção de me ajudar.
Ele virou-se e começou a caminhar para fora, então eu o segui. Eu só olhei de relance uma vez em seu traseiro, e só fiz porque estava curiosa sobre como sua bunda parecia neste jeans que ele estava usando. Era tão impressionante quanto à parte da
frente. Esse jeans encaixava muito bem.
Enviei meu olhar para suas costas e notei pela primeira vez como era bonito seu rabo de cavalo. Seu cabelo não era tão longo, mas
parecia ao menos alcançar seus ombros. Não tinha me permitido olhar para ele o suficiente para notar. Seus olhos e a forte linha da
mandíbula tinham tomado toda a minha atenção antes.
Nós alcançamos a porta de seu quarto e ele ficou para trás e acenou para que eu entrasse.

Entrei e me sentei, vendo ele pegar aquela temida caixinha vermelha, ele estendeu suas mãos.

-Aqui, me dê sua mão, vou ser tão gentil quanto puder, mas ainda assim vai doer.

-Eu sei que vai, falei, sabia que iria apanhar e ser estuprada quando ele terminasse.

Coloquei a palma da minha mão na sua, e ele olhou para mim como que pedindo desculpas, como se isso fosse culpa sua.
Assisti enquanto ele tirava devagar o vidro de minha mão e começava a
pressionar uma bola de algodão que ele molhou com água
oxigenada. Sim, doeu, mas eu tinha passado por coisa muito pior.
Ele inclinou sua cabeça e gentilmente soprou minha ferida enquanto ele limpava. A sensação fria de sua respiração em minha
pele aliviou a picada, e eu fiquei fascinada com  o biquinho feito.
Ele segurou a bola de algodão apertado contra a ferida, pressionando com seu polegar enquanto ele alcançava uma nova
bola e esparadrapo.

-prontinho princesa, estou com fome, por que você decidiu ser rebelde, mas, agora, preciso conversar sério com você.

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