Luan on
Eu estava tentando ser legal,a garota estava assustada e eu cheguei a ficar com muita pena quando vi ela chorando quando foi dormir, tentei deixar ela mais calma pra que ela parasse de chorar e dormisse, e, acabei dormindo tambem.
Acordei com passos no corredor e sai correndo, pra minha sirte ela ainda não tinha aberto a porta, se não, eu nem sei o que faria.
Eu estava com muito ódio, tinha avisado a ela pra não se aproximar dali e ela me desobedeceu, se eu não acordo a tempo meu segredo seria descoberto, senti meus olhos marejarem ao lembrar daquilo, que ainda me machuca muito e essa vagabunda quase descobriu tudo.
Corri até ela e agarrei pelo braço puxando ela dali, eu estava possesso de ódio e agora ela ia me conhecer de verdade.
-EU DISSE PRA NÃO ABRIR ESSA PORTA SUA VADIA, EU MANDEI NÃO SE APROXIMAR DOS QUARTOS, VOCÊ É SURDA? EU ESTAVA SENDO BONZINHO, MAS AGORA VOU TE ENSINAR A ME OBEDECER.
-Luan? Me, me perdoa eu, eu não sabia.
- Eu avisei sua vagabunda, agora, você vai aprender a me obedecer sua puta, falei arrastando ela até o quarto.
-Não, me desculpa, por favor, falou quando viu eu puxar o cinto de dentro do guarda roupa.
Voltei até ela e rasguei aquele pijama broxante, eu estava com ódio, praticamente cego pela raiva, e então comecei a bater.
Bati nela enquanto eu tinha força, descontei toda a raiva que eu estava, toda tristeza que eu tinha quando olhava aquele quarto, não estava importando onde o cinto batia, se era nas pernas ou qualquer outro lugar, minha raiva era tanto que eu mal ouvia seus gritos, mas parei imediatamente quando a ouvi sussurar mole.
-para, está doendo muito, você disse que não me machucaria hoje. Pediu baixinho chorando e essa frase me fez soltar o cinto na hora com lágrimas nos olhos lembrando de anos atrás.
"Por favor, hoje não, não deixa, você disse que não me machucaria hoje, você prometeu, aquela voz doce me implorava"
Não consegui mais bater nela, nem tive qualquer reação a não ser encarar o vazio me lembrando daquele dia tão doloroso.
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