quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Inocência

Luan on

Percebi que Clara estava nervosa, no caminho, ela rezava baixinho e respirava fundo, parecendo assustada.

-Que bicho te mordeu? Esta com medo de conhecer minha família?

-sim, se forem como você, eu estou perdida.

-mas que atrevida, garota, não abusa não ein, eu não sou tão ruim assim Clarinha.

-Não me chama assim.

-posso saber por que? É um belo apelido ruivinha...

-Só quem me chamava por esses apelidos era minha mãe, você me odeia, não tem que me dar apelido carinhoso.

-sente falta dela não é?

-Claro que sim, é minha mãe,  eu a amo, falou mexida.

-e seu pai? Apesar de tudo, você tem saudade?

-Não quero falar disso.

-tudo bem, chegamos, falei entrando na garagem, se comporte como eu disse, falei sério e ela assentiu.

Entramos de mãos dadas e pude ver o sorriso irônico do meu pai, Clara, que segurava minha mão, a apertou forte e senti ela ficar rigida assim que o viu.

Pra disfarçar, a apresentei a meus pais e minha irmã,  e logo, Alice a reconheceu.

-mamãe,  ela que cuidou de mim com o tio Luan, mas o tio Luan falou que fez besteira no dia que eu cheguei, e eu tava quase dormindo, mas a tia tava cholando, tinha dodói e ele cuidou dela, passou pomadinha, cuidou igual príncipe faz, mamãe, a tia Clara é plincesa?

Meu deus, Alice por inocência acabou falando demais, e agora eu estou frito.

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