terça-feira, 8 de novembro de 2016

Dois mil e quinhentos

Luan on



Fiquei um pouco assustado com o estado em que deixei a garota e soltei o cinto na mesma hora, ela estava desmaiada, e agora, totalmente marcadas pelos golpes do cinto, muito mais que da ultima vez, pois, as cintadas da ultima vez, ainda não tinham melhorado totalmente,e, com isso, piorou a situação.

Soltei seus braços e aos poucos, fui fazendo ela acordar.



-Clara, reage, acorda, falei mexendo em seu rosto molhado e úmido de chorar, e aquilo me deu uma agonia imensa.

Aos poucos, ela foi abrindo os olhos, não se moveu, apenas me encarava e chorava mais que nunca, tremia muito,e seu corpo estava horrível, será que exagerei? A encarei preocupado, e, depois de respirar fundo, ela deu uma leve mexida e começou a gritar alto e chorando ao mesmo tempo, puta que pariu



-AAAAAAAAAAAAAAAI,
TÁ DOENDOOOO,AAAAAAAAAAAI, gritou e fiquei nervoso vendo sua agonia.

-Clara, fica calma, eu vou soltar suas pernas, para de gritar agora,  é uma órdem.
Falei calmo e fui desamarrar suas pernas, mas, assim que toquei em sua perna esquerda, ela deu um berro.

-para, tá doendo muito, por favor para, chorou alto enquanto eu analisava o que tinha acontecido.

Estava cortada pelas cintadas, e devia estar ardendo e doendo, mas não era pra tanto, peguei em sua perna com jeito e só então percebi, estava deslocada, tinha saído do lugar, provavelmente com a queda.

-merda Clara, você destroncou a perna tentando fugir sua imbecil.

-tá doendo, tudo tá doendo, dói muito, não me machuca mais,  por tudo o que mais sagrado, não aguento mais apanhar, não me bate.

-você mereceu essa surra, nunca mais fuja de mim, eu não posso te levar ao  médico pra por a perna no lugar, se alguém te ver assim eu tô ferrado, então, eu mesmo vou colocar ela no lugar com um puxão, vai ficar tudo bem.

-Não, por favor, não faz isso Luan, tá doendo, não toca, ela até se engasgava de chorar.

-Clara, fique quieta,vai doer, mas você é forte, falei, e sem dar tempo pra ela pensar, puxei sua perna com força fazendo voltar pro lugar e ouvindo um crec, seguido por berros de dor.

-pronto, acabou, não doeu tanto assim garota, isso foi bem feito, pra você saber que sou seu dono, que paguei por você e você não pode fugir.

-quanto? Sussurrou baixo em meio ao choro.
Por quanto você me comprou pra fazer isso comigo?

-Dois mil e quinhentos,  é esse o seu valor,  você foi vendida por uma merreca, ganho isso em uma hora sem esforço, dois mil e quinhentos, é só isso que você vale pro seu pai, cuspi as palavras sem ver, e, então vi sua expressão de choque.

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