Clara on
Eu estava assustada, e, totalmente envergonhada de estar nua na frente do Luan, eu nunca fiquei pelada na frente de ninguém, e ia me fazia ter vontade de sair correndo.
Não bastasse meu desespero, ele insistia em me tocar, me lavava com o sabonete, passando por todo meu corpo, eu não queria aquilo, tinha vontade de chorar, de fugir, mas, ele parecia não tocar com malicia, parecia ter cuidado.
Tentei não pensar no que ele estava fazendo, se eu me exaltasse, ele acabaria me batendo novamente, e meu corpo já estava dolorido demais.
De volta ao quarto, ele me enxugou com a toalha, me olhando de cima a baixo e começou a passar uma pomada onde o cinto tinha cortado, aquilo ardia como o cão e minha vontade era de gritar, meu Deus, eu tentava entender o por que daquilo.
-esta doendo, qual é a sua? Por que esta tentando cuidar de mim?
-Não faça perguntas, eu comprei, e faço o que eu quiser com você, não tente brincar comigo, estou sendo legal em cuidar desses cortes, mas, se você não se comportar, posso te machucar ainda mais.
Falei e ela começou novamente a chorar.
-Não chora, isso irrita, não vou te machucar se você ficar quieta, mas, se acostume com a ideia, eu paguei por você, e seu corpo será meu quando você estiver bem, não quero você com medo ou nervosa, então, vai se acostumando com a ideia e saiba que não vou demorar a fazer de você uma mulher, queira você ou não, é bom que saiba pra que se prepare.
Quando ele terminou de dizer isso, o meu desespero tomou conta, meu Deus, ele vai me machucar, ele vai me obrigar a fazer o que não quero, vai ser horrível, meu Deus, eu não mereço, por que, por que meu pai me vendeu pra um monstro?
-não, não, não, pelo amor de deus, eu não quero, não pode, eu não quero, eu pedia desesperada até sentir ele me abraçar com força enquanto eu ainda tentava me debater.
-para, calma, eu não vou fazer isso hoje, se acalma .
-Eu não quero, eu não quero, pai, me ajuda, papai, papaizinho, isso não...
Pedi em desespero, eu não queria ser estuprada.
-PARA COM ISSO CARALHO.
gritou e me encolhi.
-seu papaizinho não vai te ajudar, ele vendeu você pra mim, ao contrário de mim, ele não merece e não soube ser pai, ele tá pouco se importando com você sua vagabunda, a única pessoa que ainda está disposto a cuidar de você sou eu, então, não me irrita, ou eu acabo com você de novo está me ouvindo?
Perguntou apertando meu rosto.
-sim
-seu pai te odeia, ele te vendeu, eu paguei por você e vou ter você na minha cama quando eu quiser, e nem sonhe em reclamar, falou e saiu batendo a porta, me deixando chorando com a criança que dormia do meu lado.
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